ELENILDA
DELFINO DA SILVA
Apreciei
a fala de Moacir Scliar, quando diz "... pois acho que a cesta de lixo é
a grande amiga do escritor." Nunca fui uma escritora é claro, nem se
quer cheguei perto de ser, mas vivi uma experiência quando ainda cursava o
magistério, que quero compartilhar com os colegas. Lembro-me que a minha
professora de Português após realizar várias atividades de leitura com
a turma pediu para que nós produzíssemos um livro. Pensei logo em criar
poemas, porque poemas sempre foram minha paixão. Meu livro foi todo
manuscrito, pois não havia muita opção, ou era assim, ou com uma máquina de
escrever, a qual eu não tinha. Ficou muito bom, fiz apresentação,
dedicatória, índice, capa e tudo que um livro tem que ter. Entreguei para professora
ler e corrigir tirei uma boa nota, e acredito que a professora gostou muito,
porque ela nunca me devolveu, o que confesso me deixou frustrada.
Agora,
o que falar da leitura. Simplesmente que ela tem o poder de nos levar para um
mundo mágico. Quando era adolescente, adorava ler romances, ficava imaginando
cada lugar descrito, cada emoção vivida pelas personagens, era como se eu
fizesse parte da história. Acredito que foi ai que iniciou o meu gosto pela
leitura.
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NANCI
GONÇALVES DE SOUZA
Ler não
é apenas decifrar códigos, é fazer a leitura de uma obra de arte ou mesmo a
leitura do mundo. Quando o professor de matemática trabalha a leitura de um
gráfico, o professor de geografia faz a leitura de mapas, todas essas formas
são leituras. Eu me lembro de quando meu pai inventava historinhas, no papel
de pão e lia para mim. Depois era minha vez de ler. Naquela época, eu
estudava em uma escola de zona rural, lá não havia muitos livros. Eu me
lembro de ver apenas o professor com livro. Então, era tudo mais difícil.
Mesmo assim, havia o incentivo da minha família. Quando fui crescendo, tive
contato com as revistas de foto novelas. Eu adorava ler. Li muito. Acho que
foi nessa época que peguei gosto pela leitura. A leitura para mim se tornou
um hábito. Sempre estou lendo. Foi assim.
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SAMARA
GONÇALVES LEME
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Bom dia a
todos, posso compartilhar que minha paixão pela leitura foi despertada no
início da 5ª série, quando tive o vírus da mononucleose instalado no meu
fígado. Como não podia me levantar, quase todo dia era presenteada com um gibi,
ou da Turma da Mônica, ou do Tio Patinhas. Assim, comecei a colecionar
gibis e esta coleção existe até hoje, muitos se perderam, alguns emprestados
outros rasgados pelas sobrinhas quando bebês. Esse tipo de leitura me ajudou
muito a despertar minha imaginação. Consequentemente comecei a escrever
muito, criar histórias fantásticas. Foi muito bom.
Ah, me lembro
também que mais tarde, não sei ao certo, se foi na 6ª ou 7ª série, a professora
pediu que escrevêssemos uma redação de qualquer tema, na aula seguinte leríamos
a história para a sala. Produzi um texto que contava a história de uma loja de
brinquedos de uma pequena cidade, que durante a noite ganhavam vida e brincavam
juntos. Porém fui dramática no final; misteriosamente durante a noite a loja
pegou fogo e não deu para salvar nada. Narrei a despedida e morte de cada
personagem, desde o palhaço até a bailarina tentando ser resgatada inutilmente
pelo soldadinho de chumbo. Mas todos gostaram!
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